quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O que produz a linha de montagem?

Provocações Educativas por Marcos Noggerini
A partir desse artigo o desafio é tentar perceber o quanto à linha de montagem ainda está impregnada nas nossas vidas, nos serviços que fazemos ou usamos. Um alerta para o resgate do potencial humano e um apoio ao exercício da cidadania e da democracia. Espero que esse texto provoque reflexões e ações...
O que produz a linha de montagem?
A idéia de analisar as partes para tentar compreender o todo influenciou os diversos setores da vida. Com ela também foi reforçada a tese de que as tarefas deveriam ser repartidas entre as pessoas, gerando a já tradicional divisão do trabalho. Mas, como essa divisão do trabalho foi feita e o que ela causou? Teoricamente a divisão de tarefas é algo necessário, pois possibilita o aprimoramento cada vez maior das habilidades em uma parte específica da tarefa. A especialização tomou conta do pensamento das pessoas, que buscaram o extremo aprimoramento, chegando até a mecanização ou automatização dos movimentos necessários à implementação das suas partes específicas. Evitar o desperdício de tempo, acelerar a produção e ganhar em produtividade e padronização. Quem teve a idéia, quem se aproveitou e ainda se aproveita desses conceitos? Inicialmente Taylor, estudando o ambiente de trabalho, percebeu a vantagem de uma melhor organização, para economia de tempo e energia no trabalho, gerando uma maior produtividade. Baseado em suas idéias, Henry Ford, desenvolveu a tão conhecida linha de montagem, onde ao invés de se deslocar o trabalhador receberia em suas mãos, através de uma esteira rolante, o objeto do seu trabalho, dispondo do tempo de passagem da esteira para realizar a tarefa, uma forma de controlar o tempo de produção, usando a velocidade da esteira como fator de cobrança. Charles Chaplin imortalizou a linha de montagem no filme “Tempos Modernos”, onde mostra os efeitos da automatização dos movimentos no corpo e na mente dos trabalhadores. Agora um desafio: alguém poderia me dizer o que a fábrica do filme produzia? O que produz a linha de montagem?
A produção industrial foi marcada por esses princípios, principalmente na Fábrica, mas pudemos também perceber essa influência em diversos setores, em todas e quaisquer tarefas onde essa visão fragmentada de trabalho em grupo pode ser adaptada. Porém, essa forma de trabalho em grupo, inviabiliza o diálogo, torna a comunicação direta, incompleta e reduzida, evitando possibilidades de questionamento, cria as receitas, os manuais de instrução, tutelando e controlando as pessoas que por vezes podem tornar-se felizes, pois isso facilita o trabalho, porém nega o potencial de compreensão, criação e solução de problemas, enfim torna as pessoas objetos, ou simplesmente ferramentas dentro do processo de produção. O baixo nível educacional das pessoas apontou a necessidade desse caminho, porém hoje com a crescente aumento dos níveis educacionais, a busca de uma participação mais consciente por parte das pessoas deve ganhar espaço, aumentando assim o comprometimento através de uma visão mais ampla e significativa do trabalho. A automatização de tarefas, a repetição e a pressão do tempo só tem gerado uma postura desmotivada, alienada e acomodada, pois com elas, estão atrelados à dependência, a impossibilidade de lidar com a incerteza, ou até infelizmente, a idéia de que as coisas são assim mesmo e nunca mudam. Nos escritórios e repartições, as tradicionais mesas e balcões criaram um modelo chamado por diversos autores de “balcanização”, que burocratiza, emperra e retarda processos e soluções. Assim ficou evidente uma constatação empírica por parte de muitas pessoas, de que uma sala leva a outra, uma mesa leva a outra e sempre o que queremos não é com a pessoa com quem falamos, gerando uma postura sempre muito usada em processos organizados dessa forma, a transferência de responsabilidade. Na escola, muitos desses conceitos também foram utilizados, repetição, automatização e fragmentação do trabalho. Cópias, decorebas, receitas, rotinas, etc. A especialização precoce também foi destaque, com as escolas técnicas preparando desde muito cedo os jovens para tarefas específicas, por vezes impedindo a visão do todo, tão necessária ao comprometimento, a autonomia e a motivação das pessoas. Isso sem contar que com tanta especialização, o que fazer em caso de desemprego, redução do mercado de trabalho, ou até extinção da profissão. Hoje em muitas das escolas técnicas percebe-se uma postura diferenciada, porém sabemos o quanto é difícil superar uma marca profunda na mentalidade, nos valores e nas posturas das pessoas, ainda mais quando esse modelo até demonstra resultados eficientes em termos de produtividade, pois muitas pessoas ainda não conseguem enxergar o trabalho em outro modelo e tem dificuldade em perceber que a mudança leva tempo, porém em médio prazo pode trazer inúmeros benefícios. E qual seria esse outro modelo? Em primeiro lugar não seria um modelo, uma receita que se adapte em qualquer lugar, seria uma metodologia que levasse em conta as pessoas envolvidas, respeitando suas individualidades, passando por um processo de construção da identidade, buscando a motivação e a democracia para satisfação, alegria e produtividade nos processos. Em muitos locais as ilhas de produção já tem sido usadas de forma criativa e já tem contribuído para uma melhora no comprometimento, motivação e produtividade por parte das pessoas que sentindo-se mais valorizadas demonstram maior satisfação e empenho. O bom senso sempre poderá ajudar os grupos a encontrarem formas de organização do trabalho que respeitem o potencial humano e o seu caráter insubstituível de criação, trabalho em equipe, comunicação e construção da autonomia. As empresas, o governo, as instituições de ensino devem refletir sobre a necessidade de conscientização por parte de todos dos processos e planejamentos, pois só assim saberemos: Quem somos? O que fazemos? Como estamos? O que queremos? Para onde vamos? Ou seja, não basta estar no barco, precisamos saber como e para onde remar.

“Um mais um é sempre mais que dois”

Provocações Educativas por Marcos Noggerini
Nessa artigo espero trazer uma contribuição para forma de analisar, compreender e contextualizar os problemas que enfrentamos no cotidiano, quem sabe proporcionar um olhar diferenciado, complementar ao que já temos utilizado, que possam elucidar relações que ainda não havíamos percebido, sempre tendo em mente que quanto mais olhares, mais idéias e soluções podem surgir. Vamos, provocar ações...
“O todo maior do que a soma das partes” – “Um mais um é sempre mais que dois”
Essa frase, atribuída ao matemático Pascal, trás consigo uma crítica a um modo de pensar que preponderou durante anos na Filosofia e mais destacadamente na Ciência, invadiu o mundo do trabalho, marcadamente com a Revolução industrial, as instituições de ensino e conseqüentemente a postura e as ações das pessoas em diversos contextos. Dividir as situações, os problemas e os acontecimentos da realidade em áreas para analisar aprofundada e detalhadamente suas características, com a idéia, pelo menos inicial, de que esse método, idealizado por Descartes, pudesse contribuir, mediante a soma das partes, para a compreensão do todo. Porém o que se viu a partir de então? A forte influência desse método possibilitou inúmeros avanços, ao mesmo tempo em que provocou diversos problemas. A hiperespecialização foi instituída, com os cientistas cada vez mais buscando saber muito de pouco, criando feudos em áreas do conhecimento, que impossibilitaram o diálogo integrador necessário para superar problemas e principalmente lidar com as conseqüências das inovações que invadem outras áreas. O pintor Salvador Dali ilustrou de forma curiosa tal fragmentação no quadro “móvel antropomórfico” (1936), podendo representar o acúmulo de informações sem significado depositadas em de gavetas, a figura também demonstra aversão pelo conteúdo a ser depositado, que não suporta mais. Lembraria para os educadores, o modelo de educação bancária, descrito pelo educador brasileiro Paulo Freire em “Pedagogia do Oprimido”. Apesar das críticas desde muito tempo, essa forma de pensar avançou. No trabalho, marcadamente a indústria soube tirar proveito desse pensamento, organizando o trabalho em tarefas, etapas, áreas e responsabilidades. Porém isso ocasionou e ainda vem ocasionado à alienação e a acomodação de muitos, pois fragmentou projeto, processo e produto dos serviços, impedindo a compreensão do todo e gerando também desmotivação e falta de comprometimento de quem não sabe por quê e para quê faz o que faz. Pascal novamente, preocupado com essa fragmentação que não via sentido, destaca a impossibilidade de se compreender o todo sem compreender as partes, assim como conhecer as partes sem compreender o todo. Jogo de poder, de interesses, “nem todos precisam saber de tudo”, falta de transparência, busca dos culpados e transferência de responsabilidades, são alguns dos problemas causados por essa forma de pensar, de organizar de fazer. Daí vem à afirmação empírica de que “santo de casa não faz milagre”, pois quem chega de fora pode levar algumas vantagens, como a frieza na análise, auxiliada pela ausência de relações e interesses que, para quem está dentro podem impedir a busca da verdade, ou até gerar atitude de não querer encontrá-la, ou será que estão tão próximos do problema que não conseguem enxergá-lo? Quanto mais isoladas as partes, maior a facilidade de se esconder os problemas, pois nem todos sabem de tudo. Outro exemplo vem da medicina, como destaca Edgar Morin, filosofo francês da atualidade, quantas enfermidades não são melhor enfrentas, devido à fragmentação em especialidades, além da separação entre doenças do corpo e da mente. As instituições de ensino, como não poderia deixar de ser, pois formaram pessoas com esse pensamento, também foram organizadas nessa lógica. A fragmentação do conhecimento em disciplinas definiu temas como sendo tópicos, por vezes até exclusivos de determinadas áreas. Além disso, muitas vezes dentro de uma mesma disciplina, os tópicos ou conteúdos foram tratados isoladamente, fazendo com que os alunos não percebessem as inúmeras relações que se pode estabelecer para que a compreensão possa ser mais efetiva e significativa. Por vezes, devido à formação fragmentada, nem mesmo os professores possuem condições de estabelecer tais relações, pois sua formação também foi feita nas instituições de nível superior de forma estanque. Na escola ensinam a decompor, a simplificar, a isolar para compreender, a buscar facilidades, ao invés de ensinar a compor, a perceber as relações, a contextualizar. Hoje quando na escola pedimos para ler uma obra literária, os alunos nem querem saber da vida do autor: as influências que recebeu, em que época viveu, sua forma de pensar. Normalmente os alunos pulam o prefácio e vão direto ao assunto, sem querer se informar sobre o contexto da obra, isso quando não vão direito para os resumos. Não é de se admirar, portanto, a falta de prazer na leitura, pois muito do encanto das obras literárias estão nessa necessária contextualização, que deveria ser curiosa e provocativa. Se a mesma tarefa for proposta em grupo então, a fragmentação pode chegar a tal ponto, que cada um pode ler um capítulo. Mas, quem compreenderá o todo? Esse pensamento faz parte de uma cultura imediatista e superficial, que já está impregnada até na visão do aluno. Outro exemplo pode vir da Geografia, onde estudamos a formação geológica, o relevo, a hidrografia, a vegetação, a população, a cultura e a economia de forma isolada, não estabelecendo as relações tão evidentes que podem enriquecer a visão e a compreensão dos jovens para análise da realidade, isso sem contar com a possibilidade de integração com outras disciplinas como Ciências, História, Matemática e outras áreas do conhecimento. Trazer a compreensão para as pessoas: de por quê um povo, em determinada época, ocupou determinado espaço, desenvolveu diferentes formas de trabalho, explorou recursos, promoveu modificações, respeitou ou interferiu na natureza e trouxe determinadas conseqüências. A riqueza dessa análise pode contribuir não apenas para a compreensão do povo específico em estudo, mas oferecer a oportunidade de que com as ferramentas utilizadas para compreender esse povo, pode-se a partir daí compreender outros mais, inclusive a sua própria realidade. Isso é aprender a aprender. Essa é uma mostra do que a visão sistêmica pode proporcionar. Agora temos um grande desafio: o nosso principal problema atual é a nossa forma de resolver problemas, como romper com essa cultura? Muitas escolas já têm dado exemplos de projetos que procuram integrar disciplinas, muitas equipes de profissionais têm analisado os problemas de forma multidisciplinar, esse pode ser o caminho, mas como sempre em educação precisamos de tempo, mas não só dele, precisamos de ações coletivas e cooperativas. Afinal, como de forma sistêmica, integrativa e contradizendo a lógica matemática, mencionou Beto Guedes na música “Sal da Terra”: “... um mais um é sempre mais que dois...”.

“A lição sabemos décor, só nos resta aprender”

Provocações Educativas por Marcos Noggerini
Durante muito tempo na educação e infelizmente ainda até hoje em muitas situações, decorar as informações foi à forma encontrada pelas pessoas para enfrentar testes, exames e concursos. A capacidade de memorizar as informações, não importando muito se significativas ou não foi muito valorizada. Saber as capitais de estados e países que nem se sabia onde localizam, saber os afluentes da margem direita de um rio e muitas outras cobranças que estão na memória das pessoas que passaram pelo sistema escolar. Porém pode-se dizer que a situação mudou muito? Afinal a educação mudou, as informações são facilmente obtidas, pode-se consultar ao invés de decorar, precisa-se aprender sim, a saber pesquisar, ler, compreender e fazer da informação um conhecimento e se possível do conhecimento obter sabedoria para aplicar em diferentes situações. Mas, infelizmente como já mencionado, em muitos locais, a cobrança por dados, ainda continua pressionando as mentes dos alunos, ocupando tempo e espaço na memória, que deveria ser ocupado com questões mais fundamentais. Será que os exames realmente examinam, se examinam, examinam o quê? A nossa capacidade de aprender, ou de decorar? Os testes e exames fazem parte de um processo de avaliação, avaliação, que muitas vezes foi confundida com punição e não entendida como parte do processo de aprendizagem. As provas da forma como vem sendo preparadas e aplicadas realmente conseguem provar que os alunos aprenderam? Os exames e concursos conseguem selecionar os melhores candidatos? Muitas escolas se aperfeiçoaram na capacidade de fazer as pessoas passarem nos exames, como se a educação se resumisse nesse objetivo. Mas qual é mesmo o objetivo da escola? Educar, preparar para o trabalho, formar para vida, o lazer, o consumo, enfim a cidadania... Será que as provas e os exames conseguem selecionar e avaliar esses objetivos? Segundo a minha lógica, quando se avalia, procura-se verificar a obtenção dos objetivos e não a capacidade de memorização ou de armazenagem de informações ou conteúdos. Parece que essa lógica foi invertida. Vejamos por exemplo uma auto-escola, ela prepara as pessoas para dirigir ou para passar no exame? Não é preciso muita análise para perceber que o importante é passar no teste, aprender a dirigir mesmo, aprende-se depois, ou antes, mesmo com menor idade. Porém uma incoerência ainda maior, muitos que sabem dirigir quando vão fazer o exame não passam e outros que mecanicamente seguiram as orientações do instrutor, ou seria adestrador, passam no exame. Aprendemos, quer dizer, repetimos exaustivamente como se estivéssemos decorando nas aulas preparatórias, apenas as atividades cobradas no exame e melhor ainda, nesse exame já sabemos quais questões vão cair, o que não ocorre na vida? Os concursos são outra história à parte, cursinhos são criados para preparar só para o exame. A escolas, ou as faculdades não prepararam para o exame, daí a necessidade de corrigir essa falha da escola, mas será que foi uma falha mesmo, ou os objetivos da escola são diferentes dos objetivos do exame? Outro dia viajando de ônibus, estava lendo um autor que gosto muito, quando uma professora sentou ao meu lado e ao ver o que eu estava lendo, perguntou se iria haver algum concurso. Disse que não, e ela se espantou, reforcei que estava lendo, pois considero esse autor muito importante para o meu trabalho. Ela ficou chocada, pois estava traumatizada por ler aquele mesmo autor para um concurso recente, pediu licença e foi sentar em outro banco. Aí está demonstrada a cultura da obrigação, que ao invés de ser útil, causa aversão. Pensando no vestibular, existem escolas, que já se especializam desde cedo na preparação para concursos, pensam que não adianta perder tempo em aprender coisas, não dá para aprender tudo, é muito conteúdo para dar conta, quanto mais conteúdos, maior a probabilidade de reter uma porcentagem elevada de informações que serão devolvidas, ou seria melhor dizer, vomitadas nos testes. Será que após o vestibular, por exemplo, fica alguma coisa de conhecimento útil e significativo que possa ser aplicado na vida e no trabalho? Como reforça sempre o educador Rubem Alves, será que os professores e reitores de universidade passariam no vestibular se o prestassem hoje? Muito do que é cobrado não é útil, nem significativo, servindo apenas de pressão, coerção, um teste mais emocional do que de conhecimento. Dessa forma, tanto a escola, como o conhecimento, passam a ser coisas associadas ao medo, a coerção, com muita gente passando a não gostar de estudar e principalmente a ter pavor de testes e provas, não vendo a hora de terminar os anos de escolarização, como se a educação e o estudo não fossem tarefas para vida toda, na qual precisaríamos ter desenvolvido o gosto, a curiosidade, paixão e a autonomia para provocar uma educação continuada. As avaliações deveriam ser momentos de motivação, onde se encontra a possibilidade de verificar o que aprendeu, mas também o que não aprendeu, pois a partir dos erros pode-se buscar os acertos. A decoreba deveria ser deixada de lado, pois quando se aprende de fato, prestando atenção nos processos, nas situações, nas diversas fontes de informações, na vida e buscando significado, nem é preciso estudar, pois esse já é o estudo. Quanta gente pode-se conhecer que possui essa postura, será que eles é que estão errados? Cabe aqui relembrar o trecho da música de Beto Guedes “Sol de Primavera”, que não decorei, mas posso dizer que aprendi, pois tem significado: “a lição sabemos décor, só nos resta aprender”. Necessita-se rever a forma de avaliar e para isso é preciso também rever a forma de ensinar.
Professor Marcos Noggerini – marcos.noggerini@gmail.com

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ponto de Vista

Ponto de vista

Nossa visão pode nos enganar
Quando olhamos com as lentes do interesse pessoal
Mas usando filtros que nos livrem do preconceito e do juízo de valor
Podemos nos aproximar muito mais da verdade
Se é que ela existe

Porém um exercício mais interessante está na observação coletiva
Que permitirá a troca de olhares e o reconhecimento de outras opiniões
Além disso, e complementando
Podemos fazer uma observação mais consistente
Por que não se imaginar na posição do outro
Reconhecendo fundamentalmente
“Que você é o outro do outro”.

Sonho e Realidade

Sonho e Realidade

Uma coisa curiosa é o sonho
Tanto aquele que acorre quando dormimos
Atrelado aos mistérios da mente
Quanto aqueles que temos acordados
Como algo que queremos muito

Do sonho ao pesadelo é um passo
Tanto dormindo, quanto acordados
O risco é muito grande
E quando se sentem em situação de perigo acordam
Ufa! Foi apenas um pesadelo

Já dos pesadelos que temos acordados é mais difícil de fugir
Tentamos acordar, ou até dormir para esquecer
Mas eles nos acompanham
Existem algumas formas de fuga
Mas o pesadelo volta

Muitos dizem que não sonham
Deve faltar tempo até dormindo
Outros não sonham nem acordados
A vida os atropela
O pessimismo os derrota

Porém muitas coisas acontecem
E as pessoas, vencendo o pessimismo
Podem perceber muitos sonhos já realizados
Problemas superados
Assim o otimismo pode vencer

Grande parte das pessoas são como São Tomé
É cômodo entrar depois da fase difícil ser superada
Porém o que seria das coisas se ninguém as começasse
Alguém teve que sonhar para poder ver
E nesse momento, do sonho realizado a alegria é tanta
Que como diz um ditado chinês:
“Se eu estiver dormindo, não me acorde. Se eu estiver acordado não me deixe dormir”.

Mudanças

Mudanças
Bem vistas e mal vistas
Podem incomodar
Tirar da inércia
Romper a passividade
Mudança tem que ter motivo
Justificativa
De cima para baixo pode não ter efeito
Justa e necessária quando tem significado

Há quem olhe paras as mudanças com maus olhos
Há quem diga que a rotina é necessária para agilizar os trabalhos
E que as mudanças só trazem instabilidade e conflitos
Dizendo que precisamos fazer o que já está planejado
E não buscar novas alternativas para os mesmos problemas

Mudar para que!?
Mudamos as pessoas, mas não as rotinas!?
Os incomodados que se mudem!?
Sempre fizemos desse jeito!?
Você pensa que vai mudar o mundo!?
O mundo é assim!?

Afirmações ou perguntas?
Perguntas ou afirmações?
Muitas dessas frases são ouvidas no dia a dia
E muitas resistências são enfrentadas
Muitos estão contentes como estão
É claro que devem estar bem
Levando vantagem
Mas podem estar passivos, alienados e descomprometidos
Mudanças incomodam
Quem vai ganhar e quem vai perder
Quem também leva vantagem com a mudança
Vantagem pessoal ou coletiva?

O homem é um ser transformador
Transformou o mundo
Para o bem ou para o mal
Por vezes não previu conseqüências
Agiu por interesse
Buscou facilidades e não previu prejuízos
Ou se viu, não ligou
Mudanças agora são necessárias
Para sanar problemas e prejuízos
Na sua maioria causadas por mudanças impensadas
“Os incomodados que mudem... o mundo”.

Fazer

Fazer

O importante é fazer?
Fazer, fazer, fazer...
Fazer sem pensar

Mas, espere um pouco:
Fazer o que?
Fazer sem saber o que?
Fazer sem saber para que?

Não!
Basta de fazer sem conhecer
Sem compreender
Sem sentir
Sem reconhecer a importância desse fazer
Só assim poderei fazer bem feito