No circular, todos juntos vão para o mesmo lugar
Mas...
Uns vão trabalhar
Outros vão estudar
Alguns poucos vão descansar
Enquanto outros vão passear
Uns conversam
Outros se calam
Poucos clamam
Alguns reclamam
Uns trocam olhares
Outros olham, mas nem sempre são correspondidos
Outros se esbarram por querer, ou sem querer?
- Desculpe...
- Ai meu pé!
- Não tem troco!
- Espera um pouco!
- Mas eu já vou descer!
- Está lotado! Como é que eu faço?
- Um passinho para trás!
Os carros passam correndo
Os ônibus passam parando
Sobe gente
Desce gente
E eu vou ficando
Finalmente chegamos no ponto final
Mas, se é circular, como pode ter ponto final?
Provocações ... Provocar ações. Um espaço que pretende provocar a reflexão sobre a ação, discutindo e buscando sempre a emancipação para o aprimoramento.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Fizemos o curso e estamos em curso
Foram muitos dias onde todos ensinaram e aprenderam
Pensaram, falaram, planejaram, escreveram e agiram
Mais do que saber o que é certo, procuramos saber o que era errado
Mais do que procurar respostas, aprendemos a fazer as perguntas
Além de nos perguntar o que pensamos sobre isso, ou aquilo
Quisemos saber o que os outros pensam disso ou daquilo
Fizemos coisas que nunca havíamos feito
Cantamos, dançamos e até representamos
Muitos envergonhados, outros desavergonhados
Uns quietos e outros falantes
Podemos dizer que alguns tinham medo de falar em público
Uns graduados ou doutores e outros com a mínima formação básica
Alguns que nem ouviram falar de determinados assuntos
Outros que sabiam de muita coisa, mas viram de outra forma
Uns que sabiam mas não faziam
Outros que faziam mas não sabiam
Na riqueza das diferenças houve a combinação
Da aspereza com a delicadeza
Da voz forte com a meiga
Da pergunta com as respostas
Aprendemos muito e descobrimos que temos muito mais a prender
Abrimos nossos olhos, ou até fechamos para ver melhor
Ouvimos a mensagem por detrás da música
Assim estamos superando a alienação
Começamos a compreender o todo
Alguns nem dormiam direito quando voltavam para casa
Outros sonhavam com as possibilidades
Ficamos incomodados, mas era um incomodo gostoso
Um desencanto encantador
Pois da necessidade surgem as soluções
Nos conhecemos, nos reconhecemos e nos divertimos
Vamos sentir saudades
Mas todos levam uma lembrança, uma lição de cada um
Pois aprendemos fazendo ou deixando de fazer
Podemos continuar nesse caminho
Quem continuar com certeza se encontrará novamente
Cruzaremos o mesmo caminho, ou percorreremos juntos
Sabemos que mudar instantaneamente é impossível
Pois temos que respeitar o momento e a opinião de cada um
Mas no fundo, quem quiser o bem coletivo prevalecerá
A vida se transformará ao nosso redor
Na família, na instituição, nas nossas relações
O mundo virará de pernas pro ar
Buscando uma nova forma de trabalhar, de viver
De ser feliz!
Marcos Noggerini/ outono de 2003
Pensaram, falaram, planejaram, escreveram e agiram
Mais do que saber o que é certo, procuramos saber o que era errado
Mais do que procurar respostas, aprendemos a fazer as perguntas
Além de nos perguntar o que pensamos sobre isso, ou aquilo
Quisemos saber o que os outros pensam disso ou daquilo
Fizemos coisas que nunca havíamos feito
Cantamos, dançamos e até representamos
Muitos envergonhados, outros desavergonhados
Uns quietos e outros falantes
Podemos dizer que alguns tinham medo de falar em público
Uns graduados ou doutores e outros com a mínima formação básica
Alguns que nem ouviram falar de determinados assuntos
Outros que sabiam de muita coisa, mas viram de outra forma
Uns que sabiam mas não faziam
Outros que faziam mas não sabiam
Na riqueza das diferenças houve a combinação
Da aspereza com a delicadeza
Da voz forte com a meiga
Da pergunta com as respostas
Aprendemos muito e descobrimos que temos muito mais a prender
Abrimos nossos olhos, ou até fechamos para ver melhor
Ouvimos a mensagem por detrás da música
Assim estamos superando a alienação
Começamos a compreender o todo
Alguns nem dormiam direito quando voltavam para casa
Outros sonhavam com as possibilidades
Ficamos incomodados, mas era um incomodo gostoso
Um desencanto encantador
Pois da necessidade surgem as soluções
Nos conhecemos, nos reconhecemos e nos divertimos
Vamos sentir saudades
Mas todos levam uma lembrança, uma lição de cada um
Pois aprendemos fazendo ou deixando de fazer
Podemos continuar nesse caminho
Quem continuar com certeza se encontrará novamente
Cruzaremos o mesmo caminho, ou percorreremos juntos
Sabemos que mudar instantaneamente é impossível
Pois temos que respeitar o momento e a opinião de cada um
Mas no fundo, quem quiser o bem coletivo prevalecerá
A vida se transformará ao nosso redor
Na família, na instituição, nas nossas relações
O mundo virará de pernas pro ar
Buscando uma nova forma de trabalhar, de viver
De ser feliz!
Marcos Noggerini/ outono de 2003
O que são as pessoas
Para os médicos pacientes
Para os lojistas clientes
Para os artistas público
Para os escritores leitores
Para os animais monstros
Para as galinhas ladrões de ovos
Para as vacas ladrões de leite
Para os frangos assassinos
Para os políticos votos
Para os economistas números
Para as emissoras audiência
Para a polícia suspeitos
Para os seres realmente humanos
Pessoas
Que merecem respeito
Que tem capacidade
Que tem escolha
E que pouco devem se importam com o que acham dela
Marcos Noggerini
Para os lojistas clientes
Para os artistas público
Para os escritores leitores
Para os animais monstros
Para as galinhas ladrões de ovos
Para as vacas ladrões de leite
Para os frangos assassinos
Para os políticos votos
Para os economistas números
Para as emissoras audiência
Para a polícia suspeitos
Para os seres realmente humanos
Pessoas
Que merecem respeito
Que tem capacidade
Que tem escolha
E que pouco devem se importam com o que acham dela
Marcos Noggerini
Sonho e realidade
Uma coisa curiosa é o sonho
Tanto aquele que acorre quando dormimos
Atrelado aos mistérios da mente
Quanto aqueles que temos acordados
Como algo que queremos muito
Do sonho ao pesadelo é um passo
Tanto dormindo, quanto acordados
O risco é muito grande
E quando se sentem em situação de perigo acordam
Ufa! Foi apenas um pesadelo
Já dos pesadelos que temos acordados é mais difícil de fugir
Tentamos acordar, ou até dormir para esquecer
Mas eles nos acompanham
Existem algumas formas de fuga
Mas o pesadelo volta
Muitos dizem que não sonham
Deve faltar tempo até dormindo
Outros não sonham nem acordados
A vida os atropela
O pessimismo os derrota
Porém muitas coisas acontecem
E as pessoas, vencendo o pessimismo
Podem perceber muitos sonhos já realizados
Problemas superados
Assim o otimismo pode vencer
Grande parte das pessoas são como São Tomé
É cômodo entrar depois da fase difícil ser superada
Porém o que seria das coisas se ninguém as começasse
Alguém teve que sonhar para poder ver
E nesse momento, do sonho realizado a alegria é tanta
Que como diz um ditado chinês:
“Se eu estiver dormindo, não me acorde. Se eu estiver acordado não me deixe dormir”.
Tanto aquele que acorre quando dormimos
Atrelado aos mistérios da mente
Quanto aqueles que temos acordados
Como algo que queremos muito
Do sonho ao pesadelo é um passo
Tanto dormindo, quanto acordados
O risco é muito grande
E quando se sentem em situação de perigo acordam
Ufa! Foi apenas um pesadelo
Já dos pesadelos que temos acordados é mais difícil de fugir
Tentamos acordar, ou até dormir para esquecer
Mas eles nos acompanham
Existem algumas formas de fuga
Mas o pesadelo volta
Muitos dizem que não sonham
Deve faltar tempo até dormindo
Outros não sonham nem acordados
A vida os atropela
O pessimismo os derrota
Porém muitas coisas acontecem
E as pessoas, vencendo o pessimismo
Podem perceber muitos sonhos já realizados
Problemas superados
Assim o otimismo pode vencer
Grande parte das pessoas são como São Tomé
É cômodo entrar depois da fase difícil ser superada
Porém o que seria das coisas se ninguém as começasse
Alguém teve que sonhar para poder ver
E nesse momento, do sonho realizado a alegria é tanta
Que como diz um ditado chinês:
“Se eu estiver dormindo, não me acorde. Se eu estiver acordado não me deixe dormir”.
Vida
Uma vida para a luta ou uma luta para a vida
Quando se olha para trás só se vê esforços e mais esforços
Nada de arrependimento, porque tudo teve o seu papel
Nada de, se eu tivesse feito isso, se nós tivéssemos feito aquilo
O importante é ao que se chegou
E pensando bem tudo foi bom
Pois quando só se vê o mal tudo parece mau
Precisamos enxergar o lado bom das coisas
A luta, os esforços e a vida
Tudo foi, tudo é e tudo continuará sendo necessário
Necessário para se chegar ao que vale a pena na vida
Já dizia Fernando Pessoa:
“Tudo vale a pena se a alma não é pequena”
Espero que as nossas almas sejam grandes o suficiente
Quando se olha para trás só se vê esforços e mais esforços
Nada de arrependimento, porque tudo teve o seu papel
Nada de, se eu tivesse feito isso, se nós tivéssemos feito aquilo
O importante é ao que se chegou
E pensando bem tudo foi bom
Pois quando só se vê o mal tudo parece mau
Precisamos enxergar o lado bom das coisas
A luta, os esforços e a vida
Tudo foi, tudo é e tudo continuará sendo necessário
Necessário para se chegar ao que vale a pena na vida
Já dizia Fernando Pessoa:
“Tudo vale a pena se a alma não é pequena”
Espero que as nossas almas sejam grandes o suficiente
Aprender
Quero aprender
Não para agradar ninguém
Não para ganhar um presente
Não por medo de apanhar
Não apenas para tirar notas boas
Não apenas para repetir e reproduzir como papagaio
Quero aprender
Por curiosidade
Pra compreender melhor o mundo
Para me tornar mais consciente
Crítico e capaz
Para superar injustiças
Conclamar o respeito a vida
Aprender para melhor viver
E viver para melhor aprender
Eu quero que me permitam
Aprender a aprender
Mas como fazer isso?
Superar barreiras
A amarras de um mundo repleto de cobranças
Que vão contra os meus valores
Contra o meu jeito de ser
O que dizer a um pai que diz que se o filho passar ele ganhará um presente
O que dizer a um outro que o ameaça com violência
O que dizer a um professor que faz coerção usando a nota como arma
Ou do outro que faz chantagem
O que fazer então?
Esse jeito de ver o mundo
Só gera o medo de errar
Ou ainda, que qualquer coisa serve
Será que é possível?
Como transformar?
Seria um sonho acreditar?
Como poderíamos começar?
Não para agradar ninguém
Não para ganhar um presente
Não por medo de apanhar
Não apenas para tirar notas boas
Não apenas para repetir e reproduzir como papagaio
Quero aprender
Por curiosidade
Pra compreender melhor o mundo
Para me tornar mais consciente
Crítico e capaz
Para superar injustiças
Conclamar o respeito a vida
Aprender para melhor viver
E viver para melhor aprender
Eu quero que me permitam
Aprender a aprender
Mas como fazer isso?
Superar barreiras
A amarras de um mundo repleto de cobranças
Que vão contra os meus valores
Contra o meu jeito de ser
O que dizer a um pai que diz que se o filho passar ele ganhará um presente
O que dizer a um outro que o ameaça com violência
O que dizer a um professor que faz coerção usando a nota como arma
Ou do outro que faz chantagem
O que fazer então?
Esse jeito de ver o mundo
Só gera o medo de errar
Ou ainda, que qualquer coisa serve
Será que é possível?
Como transformar?
Seria um sonho acreditar?
Como poderíamos começar?
A importância do erro
Errar, errar, errar, errar, errar, errar, errar, errar, errar...
Errar, errar, errar, errar, errar, errar, errar, errar, acertar
Errar, errar, errar, errar, errar, errar, errar, acertar, acertar
Errar, errar, errar, errar, errar, errar, acertar, acertar, acertar
Errar, errar, errar, errar, errar, acertar, acertar, acertar, acertar
Errar, errar, errar, errar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar
Errar, errar, errar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar
Errar, errar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar
Errar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar
Acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar...
Se a gente não errasse acho que perderia a graça, o desafio, o gosto pelo aprender, pelo procurar, pelo desconfiar, pelo tentar fazer melhor, pelo diferente, que nos encanta, que nos domina, que nos instiga a uma eterna busca insaciável.
Marcos Noggerini/ Setembro de 2002
Errar, errar, errar, errar, errar, errar, errar, errar, acertar
Errar, errar, errar, errar, errar, errar, errar, acertar, acertar
Errar, errar, errar, errar, errar, errar, acertar, acertar, acertar
Errar, errar, errar, errar, errar, acertar, acertar, acertar, acertar
Errar, errar, errar, errar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar
Errar, errar, errar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar
Errar, errar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar
Errar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar
Acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar, acertar...
Se a gente não errasse acho que perderia a graça, o desafio, o gosto pelo aprender, pelo procurar, pelo desconfiar, pelo tentar fazer melhor, pelo diferente, que nos encanta, que nos domina, que nos instiga a uma eterna busca insaciável.
Marcos Noggerini/ Setembro de 2002
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